5 de agosto de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Condomínio-clube: bom ou ruim?

Dispor de várias opções de lazer pode significar gasto ou benefício. Tudo depende do perfil de cada morador

De alguns anos para cá, tornou-se comum a oferta de condomínios-clube no mercado residencial. Apesar do conceito de unir moradia e lazer já existir há cerca de 30 anos, foi só a partir de 2009 que se passou a receber uma grande quantidade de lançamentos do tipo, com vistas a agradar a todos os bolsos e gostos. Mas será que realmente vale a pena morar num condomínio-clube.

A primeira ideia relacionada a condomínio-clube é que dentro dele é possível realizar as mais diversas atividades sem ter que colocar o pé fora de casa. Normalmente são empreendimentos com um número grande de apartamentos e, consequentemente, de moradores.

O diretor de relações institucionais da Aabic, Eduardo Zangari, explica que a ideia é aliar qualidade de vida à segurança e ao lazer.

“Numa cidade como São Paulo, em que temos problemas de segurança e locomoção, os condomínios-clube servem de opção para quem não consegue se deslocar até o clube ou academia, por exemplo, que nem sempre estão na rota do trabalho ou da própria residência.” O primeiro ponto, portanto, é que condomínio-clube vale a pena para quem aproveita as atividades e espaços oferecidos.

Tirando proveito – É o caso da estudante de veterinária Jaqueline Adriana Lopez Martins. Ela mora em um condomínio-clube há alguns anos e gosta bastante.

“Trabalho das 8h às 18h, por isso não tenho tempo de ir para a academia e, muita vezes, nem pique. Hoje tenho um professor de natação que vem ao condomínio duas vezes por semana à noite. Muitos pais também pagam professores para os filhos terem aula durante a semana”, diz.

O condomínio de Jaqueline tem, além de piscinas, pista de corrida e escalada, entre outras atividades. O valor da taxa condominial gira ao redor de R$ 900,00, o que pode ser considerado alto se o morador não aproveitar efetivamente o que o empreendimento oferece.

Vivendo em um clube – Para o diretor de relações institucionais da Aabic,  é preciso frisar a importância com os cuidados e manutenções das áreas comuns neste tipo de empreendimento.

“As pessoas têm de saber que esse tipo de condomínio exige mais atenção e cuidados, consequentemente o total de despesas será maior. Por outro lado, como normalmente esses condomínios possuem muitas unidades, esse custo agregado é diluído, fazendo com que o valor de condomínio não sofra grande alteração.”

A diversificada quantidade de áreas de lazer torna-se um atrativo principalmente para famílias com filhos. Zangari comenta que o fato de existirem piscinas, academias, quadras poliesportivas, centros recreativos, entre outras opções, acaba sendo uma forma de economia para os pais.

“Esses ambientes permitem que você faça exercícios com seus filhos e realize mais atividades em família, além de economizar nas matrículas no clube ou na academia, que têm um custo maior, e na logística exigida”, finaliza.

 Prós e contras a considerar

  • A infraestrutura com diversos espaços diferentes e opções de atividades facilita a vida de quem se mexer e aproveitar o tempo sem ter que sair do condomínio
  • A necessidade de manutenção requer um número maior de funcionários e, em alguns casos, gastos mensais maiores também
  • Normalmente empreendimentos do tipo chegam a ter 600, 700 apartamentos, o que ajuda a diluir o valor dos gastos, mas pode não ser tão positivo para quem gosta de sossego e privacidade
  •  É preciso uma administração eficiente para manter tudo funcionando, realizar reformas quando necessário e fazer com que o condomínio seja valorizado por sua estrutura e não o contrário
Fonte: iCondominial
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