12 de dezembro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Concreto Armado: Durável, mas esconde problemas e insegurança

O concreto armado, tecnologia que tem o Brasil como um dos ícones mundiais, é um elemento da construção civil que necessita de cuidados para a sua maior durabilidade

Concreto armado é um material da construção civil e se tornou um dos mais importantes elementos da arquitetura do século XX. É o ingrediente principal usado nas estruturas dos edifícios. É uma mistura compacta de agregados graúdos: pedras britadas, seixos rolados, agregados miúdos: areia, pedregulhos; aglomerantes: cimento ou cal, água e aditivos: corantes, aceleradores e fibras. Mas, ele pode esconder problemas e possíveis perigos a condôminos, que existem desde o processo de construção.

Os problemas que afligem os síndicos – e causam discussões com as construtoras – são definidos como vícios de construção, ou seja, defeitos decorrentes da falta de atenção às exigências técnicas, e que só podem ser constatados mediante perícia. O defeito oculto, conhecido como vício redibitório, significa aquele que já existia quando da realização da transação. “Por isso, o defeito oculto impede que a coisa adquirida possa ser utilizada para os fins a que se destina ou lhe diminui o preço”, define o advogado Michel Rosenthal Wagner, especialista em Direito Imobiliário e Contratos.

“Os problemas que afligem os síndicos são definidos como vícios de construção, ou seja, defeitos decorrentes da falta de atenção às exigências técnicas, e que só podem ser constatados mediante perícia”

São exemplos de vícios ocultos: defeitos nas tubulações, que causam infiltrações, vazamentos, alagamentos; defeitos estruturais que somente com complexa medição podem ser identificados; defeitos relativos ao acabamento que causem rachaduras ou fissuras internas; e diferentes medidas apuradas na construção comparando-se o que se adquiriu com o que se recebeu.

Outro motivo que compromete a estrutura de concreto armado de uma edificação são as alterações de destinação dos imóveis: prédios que foram projetados para uso residencial são utilizados para fins comerciais, comprometendo a estrutura inicial. Então, se uma edificação foi projetada para uso residencial, a mesma pode não suportar novos esforços decorrentes de excessos de peso, caso passe a ser utilizada como um depósito de materiais, por exemplo. Recomenda-se aos proprietários que desejem alterar a concepção inicial de um imóvel verificar junto a um profissional ou empresa de engenharia. Paredes que são construídas ou retiradas podem gerar esforços não previstos nas estruturas, o que pode ser prejudicial à sua durabilidade.

A utilização da estrutura estará naturalmente sujeita ao “desgaste”, devido à ação de cargas e sobrecargas, estáticas, dinâmicas, vibrações, impactos, assim como a recalques diferenciados em pontos da fundação com o decorrer dos anos e erosão e cavitação por ação de agentes sólidos e líquidos em reservatórios, canais, tanques.

Manutenção de estruturas

A manutenção é um elemento de preservação das condições das estruturas. E esse é um dos grandes problemas apresentados por edificações antigas. Em sua maioria não tem a manutenção necessária, ou mesmo correta, por profissional qualificado, que somada a usos inadequados, em longo prazo, poderá estabelecer sua depreciação além do suportável, sendo recomendável a manutenção periódica. Segundo engenheiros especializados em concreto armado, os custos relativos às intervenções de manutenção preventiva são substancialmente menores que em casos de manutenção corretiva, os quais crescem em relação aos custos diretos em progressão geométrica, chegando a ser cinco vezes maior.

A necessidade de reparar uma estrutura de um condomínio que se tornou defeituosa, ou que sofreu alterações por seu uso, deve-se, muitas vezes, à segurança da estrutura a curto prazo. Além disso, a presença de um defeito poderá transformar-se em um dano maior a médio prazo, como no caso da corrosão das armaduras devido à formação de fissuras. Para escolha do processo ou sistema de reparo a ser empregado, é indispensável que junto com a avaliação da magnitude do dano se determine qual foi a verdadeira causa que a produziu, o que nem sempre é fácil, porque, na maioria dos casos, a falha se deve a dois ou mais fatores associados.

Fonte: Jornal do Síndico

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