15 de janeiro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Como reduzir os gastos com condomínio

Aumentos desrespeitam os limites da inflação

Aumentos desrespeitam os limites da inflação

Não tem jeito, depois de muita festa e alguma gastança, todo início de ano começa com os cálculos para o pagamento das despesas do ano passado e das muitas contas que vencem em janeiro e fevereiro. Na lista das maiores despesas de grande parte das famílias que moram em edifícios está a taxa condominial,com aumentos que geralmente desrespeitam os limites da inflação. Segundo alguns especialistas, por isso, as reclamações e dúvidas com relação a esse custo lideram a pauta das primeiras assembleias do ano.

Para José Roberto Iampolsky, diretor de uma administradora de condomínios paulista, empregados e tributos representam as maiores despesas. Ele ressaltou, entretanto, que a inadimplência encarece a mensalidade em até 15% da taxa condominial.

“Este tipo de questionamento aumenta agora por que, em geral, as pessoas já entram o ano com as contas apertadas. A boa notícia de Iampolsky é que é possível reduzir custos em até 40% em alguns casos. Tudo depende de uma boa administração e do comprometimento dos moradores”, explicou o diretor.

Entendendo os custos

De acordo com o dono de administradora, em primeiro lugar, é preciso que os condôminos entendam o que faz um condomínio ser mais caro ou barato. Ele citou os seis principais grupos de despesas:

Mão de obra (CLT ou terceirizada), de 45 % a 70% das despesas
Tributos e benefícios relacionados a empregados, entre 20% e 30%
Água e esgoto, de 10% a 15% dos gastos
A energia elétrica situa-se entre 5% e 10% das despesas
Elevadores, de 5 a 10%
A inadimplência contribui com até 15% da receita, que acaba virando despesa.

Iampolsky afirmou que algo em torno de 70% a 85% das despesas são básicas. Então, o que diferencia um condomínio de outro? Para ele, “em primeiro lugar, o número de condôminos. Em um condomínio com dez apartamentos, o número dos que pagam as despesas é muito pequeno, logo a conta fica mais cara.

Condomínios de alto padrão, com um apartamento por andar, por exemplo, chegam a pagar valores entre R$ 2 mil e 5 mil por unidade, dependendo das despesas variáveis (seguranças extras, com professor individual, piscina aquecida etc.)”, disse o administrador de condomínios.

Já num condomínio com 200 unidades, se for mantido o princípio de uma única portaria, haverá acréscimo apenas na despesa de luz e elevadores. Além disso, com relação à água, a Sabesp usa uma tarifa social que deixa o metro cúbico mais barato em função do maior número de apartamentos. Sendo assim, a taxa condominial é menor.

Reduzindo gastos

Segundo Iampolsky, para reduzir custos, a primeira coisa a se fazer é uma análise da folha de pagamento. Muitas vezes, são pagas mais horas extras do que o necessário e compensa eliminar esta prática, adotando uma escala de trabalho e dias de descanso cobertos por folguistas. A revisão dos contratos antigos de manutenção também é recomendada por ele, já que em alguns casos os preços praticados estão acima do mercado.

Outra providência importante, sugerida pelo empresário, especialmente, em imóveis antigos, é realizar uma vistoria nos sistemas hidráulico e elétrico para descobrir vazamentos e outros problemas que possam estar causando desperdício de água e luz. “Além disso, é possível fazer campanhas para o uso consciente destes recursos e instalar dispositivos de controle de iluminação nas áreas comuns”, concluiu o dono de administradora.

Fonte: Folha do Condomínio

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