15 de agosto de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Comissões de condôminos permitem upgrade nos serviços

Além de preencher funções obrigatórias como a de síndico e conselheiros, os condomínios podem estimular a formação de comissões voluntárias de moradores, buscando um ajuste fino entre as decisões, o orçamento e as necessidades do coletivo.

A existência de comissões voluntárias de moradores para áreas como segurança, obras, festas e eventos já faz parte da vida de muitos condomínios. Eleita síndica no final do ano passado, a bióloga Márcia Dias Teixeira Carvalho presidia então a Comissão de Segurança do Residencial Welcome, edifício onde mora em Pinheiros, zona Oeste de São Paulo. Implantado há cinco anos, o condomínio veio cru em termos de infraestrutura de segurança. Formou-se então a comissão, que alinhavou as prioridades de investimentos, alguns dos quais realizados neste período. Também foi organizada uma Comissão Jurídica, que vem auxiliando os proprietários a encaminharem uma série de pendências com a construtora do empreendimento de 42 unidades.

Ambas foram aprovadas em assembleia, afirma Márcia, que também era conselheira. Elas têm autonomia para definir agendas e propor soluções, “mas o poder decisório é do síndico e da assembleia, especialmente quando as sugestões envolvem custos ou impactam no dia a dia do condomínio”. De forma geral, as comissões têm o apoio dos demais moradores, entretanto, Márcia lembra que a de segurança encontra às vezes alguma resistência, porque suas recomendações acabam mexendo com hábitos arraigados.

No momento, a síndica está mobilizando os condôminos a se voluntariarem a essas comissões, pois elas perderam alguns de seus membros. Também quer estimular a formação de uma Comissão de Obras e Lazer, para ajudar a definir as prioridades de investimentos, além de auxiliar nas cotações e no acompanhamento dos serviços. Foram listadas pelo menos 15 intervenções necessárias ao condomínio para melhorar sua infraestrutura, entre elas a individualização do consumo de água e gás.

Márcia Carvalho reconhece que o processo é trabalhoso. Porém, acha que a participação da comissão “diminui a ansiedade dos moradores, ao mesmo tempo em que ajuda a dividir a responsabilidade entre eles”. “Se você tem um ranking de prioridades e disponibiliza isso, acaba desarmando o ‘diz que diz’, a insatisfação. É um exercício democrático.” Ela avalia que as comissões sejam importantes aliadas dos síndicos, desde que estes mantenham a interlocução com o grupo. “O problema é quando o síndico engaveta as sugestões das comissões sem abrir o diálogo, sem dar um respaldo ou ponderar”, conclui.

Fonte: Direcional Condomínios

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