8 de janeiro de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Caprichando na limpeza

Manter o condomínio limpo é fundamental. Confira dicas para comprar os produtos necessários e fiscalizar utilização

A limpeza é um item essencial para o bem-estar. Um ambiente bem-cuidado, além de causar boa impressão, contribui para a saúde e a segurança de todos. E nos condomínios não é diferente, ter atenção à limpeza das áreas comuns é fundamental para oferecer aos moradores e visitantes espaços agradáveis para o convívio.

Mas, embora a tarefa pareça fácil, é preciso que síndicos e administradoras tenham uma série de cuidados que vão desde a compra dos produtos até a fiscalização da utilização destes pelos funcionários encarregados do serviço.

Aquisição dos produtos 

A responsabilidade de fazer o pedido dos materiais de limpeza geralmente é da empresa que administra o empreendimento, mas há condomínios em que esse papel é desempenhado pelo síndico.

De uma forma ou de outra, o importante é se certificar de que o fornecedor é confiável, conforme explica Adriano Martins, que é supervisor de compras de uma administradora de condomínios de São Paulo.

“Eu utilizo alguns critérios. No mínimo eu consulto o Serasa. Também verifico o contrato social do fornecedor e peço sempre três referências comerciais”, diz.

Segundo ele, a periodicidade das compras varia de acordo com o condomínio, assim como o valor gasto por eles com esses itens.

“Em média, gasta-se R$ 300 por mês, mas em condomínios maiores o valor pode chegar a R$ 1 mil, contando também com outros elementos, como rodos e panos.”

Doméstico e institucional

De forma geral, os produtos destinados à limpeza se dividem em duas classes: os de uso doméstico e os de uso institucional.

“Os produtos de uso doméstico destinam-se ao manuseio de forma esporádica e intermitente, e os de uso institucional são manuseados por profissionais de forma quase constante ao longo da jornada de trabalho”, esclarece Miguel Sinkunas, diretor da Câmara de Fabricantes de Produtos Químicos da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional).

Ele explica que os produtos de uso institucional são oferecidos em embalagens maiores e são mais caros. “Entretanto, devido à maior concentração de ativos, apresentam melhor custo-benefício, com redução final nos custos”, garante.

Mas para Leonardo Pelosini, gestor da Equipágua, empresa que atua no ramo, muitos clientes não entendem essa vantagem. De acordo com ele, apesar de existirem produtos concentrados que possuem um rendimento maior, boa parte dos condomínios ainda prefere comprar os de uso doméstico por querer privilegiar uma marca mais famosa.

“Muitas vezes, essas marcas não fabricam o mesmo produto em embalagens de cinco ou 25 litros, que seria ideal para áreas maiores, e a única opção acaba sendo uma embalagem de 750 ml. Quem paga por isso é o condômino”, diz.

A recomendação da Abralimp é adquirir somente os produtos que são homologados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois esta é uma garantia de que a substância atende a pré-requisitos mínimos de segurança e qualidade.

“Produtos que passam por rigorosos processos de qualidade e, além de eficientes, não agridem a saúde dos usuários e dos profissionais que os manipulam. Já os produtos do mercado informal – a venda irregular de produtos de origem desconhecida, normalmente manipulados de maneira caseira e acomodados em garrafas PET –, ao contrário, não passam por qualquer fiscalização, trazem riscos sérios à saúde e agridem o meio ambiente”, ressalta.

Trabalho seguro

Também é importante que se tenha atenção com os profissionais responsáveis pela limpeza, já que alguns produtos não podem ser manuseados sem cuidados, como o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

“Estabelecer quais os EPI a serem utilizados por trabalhadores responsáveis pela limpeza de condomínios passa pela cuidadosa análise dos riscos presentes e que podem variar consideravelmente de uma situação para outra”, afirma o engenheiro sanitarista e de Segurança do Trabalho, Luiz Miranda, que também é coautor do livro Mudança Cultural Orientada por Comportamento (Qualitymark).

Miranda explica que, de forma geral, as atividades de limpeza exigem o uso de botas de borracha, luvas impermeáveis e, em alguns casos, óculos de segurança tipo ampla visão e máscaras respiratórias.

Enquanto as botas e luvas evitam que os pés e mãos fiquem permanentemente molhados e os protegem dos produtos químicos utilizados na higienização dos ambientes, os óculos e máscaras protegem contra respingos e partículas que podem ficar em suspensão na atmosfera.

O especialista acrescenta que, segundo a Norma Regulamentadora 6 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a responsabilidade pelo fornecimento dos EPI é do empregador.

“A responsabilidade quanto ao fornecimento de EPI aos seus trabalhadores é da empresa contratada, o que não exclui o condomínio da chamada ‘responsabilidade solidária’. Ou seja, mesmo terceirizando o serviço, cabe ao condomínio verificar e acompanhar a empresa contratada para se assegurar de que ela está cumprindo suas responsabilidades trabalhistas, sob pena de se assim não agir tomar para si parte das responsabilidades pelas falhas que se verificarem”, diz.

Ele ressalta, ainda, que só são considerados EPI os itens que têm qualidade garantida pelo Certificado de Aprovação (CA).

“É um documento obrigatório para sua comercialização, que é emitido pelo MTE com base em procedimentos por ele estabelecidos. Ou seja, sem CA não pode ser considerado EPI”, explica.

Capacitação dos funcionários

Fora isso, é importante que o condomínio invista no treinamento dos funcionários.

“Vale ressaltar que o mercado é crescente e novas tecnologias são lançadas com frequência, isso faz com que as empresas de terceirização de mão de obra invistam constantemente em treinamento, capacitação e reciclagem do conhecimento. O mesmo deve ocorrer com a mão de obra própria”, aconselha Sinkunas.

A Abralimp possui uma Unidade de Formação Profissional por meio da qual oferece cursos voltados aos profissionais de limpeza e aos gestores de contratos de serviços.

Sinkunas lembra que em condomínios, as operações de limpeza devem obedecer a uma programação pré-estabelecida. Áreas comuns como hall, elevadores e escadas, devem ser feitas em um horário de menor circulação. Já no caso dos banheiros e reposição de descartáveis, a limpeza pode ser realizada em qualquer momento.

“A conjunção de maior treinamento, processos, produtos e equipamentos mais adequados leva não só à melhoria nos resultados, mas também a uma sensível redução nos custos”, ressalta.

Fonte: iCondominial

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