17 de outubro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Barulho é o principal motivo de reclamações nos condomínios

Mais espaços, mais barulhos, mais conflitos, mais desentendimentos entre vizinhos. Mas como resolver esses problemas sem precisar levar o caso para a Justiça?

O barulho é o principal motivo de reclamações e desentendimentos nos condomínios de todo o Brasil. E cresceu o número de casos que foram parar na Justiça.

Os condomínios tem quadra, sala de ginástica, salão de festa. Mais espaços, mais barulhos, mais conflitos, mais desentendimentos entre vizinhos. Mas como resolver esses problemas sem precisar levar o caso para a Justiça? O Bom Dia Brasil visitou um condomínio com 400 apartamentos e 700 moradores em São Paulo. Lá, um dos principais problemas do síndico é o barulho!

O trem passa do lado, mas não é a maior fonte de ruído nem de reclamações do condomínio. No meio de 400 apartamentos e 700 moradores, sempre vai ter uma guitarra, um cachorro, uma festa. Alguém vai fazer barulho.

O porteiro já teve que interfonar algumas vezes para o estudante Bruno Piccioni. Ele gosta de chamar os amigos em casa e, às vezes, a turma se empolga, fica até mais tarde, fala alto.

“O pessoal gosta de se reunir de vez em quando. As pessoas reclamam de estar falando muito alto”, conta.

Mas ele sempre atendeu aos pedidos do prédio, principalmente quando o vizinho incomodado pede silêncio. Quando um vizinho conhece o outro, o cuidado em não incomodar é maior e as reclamações – feitas de forma educada – são mais bem recebidas.

No prédio, música e outros ruídos mais altos são proibidos depois das 22h. Quem desrespeita é advertido verbalmente. Se o caso se repetir, é enviada uma advertência por escrito. Na terceira vez, é aplicada uma multa de meio salário mínimo. E o valor vai dobrando – a cada nova reclamação – até o limite legal que equivale a cinco taxas de condomínio.

O síndico conta que três inquilinos se recusavam a baixar o som. Não atendiam o interfone, nem se importavam com as multas, que chegaram a R$ 15 mil e foram para a proprietária dos apartamentos. Foi preciso ir à Justiça.

“Eles faziam festa durante a semana até 3h da manhã, tocando bateria, guitarra, jogando videogame. Como nos temos esses espaços fica muito mais fácil. As pessoas se conhecem, acatam mais uma percepção que no dia seguinte você vai trabalhar, e é isso que funciona no condomínio como o nosso”, conta o síndico.

O Secovi – Sindicato da Habitação de São Paulo – oferece um serviço para tentar resolver as brigas de condomínio. É a “Câmara de Mediação”. Dez mediadores com formação em direito, sociologia, psicologia ajudam os moradores a solucionar o problema de maneira rápida e simples. O índice de sucesso é alto: 90% dos casos terminam em acordo. Os principais problemas são barulho, vazamentos, vaga de garagem, animais e inadimplência.

Fonte: Bom Dia Brasil

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