11 de julho de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

A preocupação com as calçadas

Faixa livre para pedestre deve ter no mínimo 1,2 m

Iniciativas de órgãos públicos têm orientado a população, em especial, proprietários e inquilinos de imóveis, quanto à importância dos cuidados com a calçada. Um exemplo é o Programa Calçada Segura, implantado pela prefeitura de São José dos Campos/SP, na região do Vale do Paraíba, com a participação da iniciativa privada. O programa mobilizou moradores para a reforma das calçadas e foi reconhecido, em 2011, com o Prêmio Ações Inclusivas, da Secretaria do Estado das Pessoas com Deficiência. A parceria possibilitou o treinamento de engenheiros, arquitetos e executores de obras, promovendo as melhores práticas para execução do passeio público.

A calçada, como deve ser

O engenheiro Ricardo Moschetti, gerente da regional São Paulo da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), alertou sobre as condições de uma calçada ideal e os cuidados na hora de contratar prestadores de serviços para execução da obra. Para ele, a calçada ideal, que atende à legislação, precisa oferecer faixa livre ao pedestre, sem desníveis ou imperfeições no pavimento, e manutenção fácil. Segundo o engenheiro, para saber se uma calçada está em boas condições, a dica de Moschetti é o morador avaliar as condições do passeio, observando se não há existência de degraus, buracos e outros obstáculos que impeçam a passagem de pedestres.

As árvores, de acordo com Moschetti, devem estar alinhadas com os postes e orelhões, na primeira faixa (de serviço), junto ao meio-fio, para deixar livre a passagem dos pedestres. As rampas de acesso também ficam nessa primeira faixa e são construídas normalmente pelo poder público. “A faixa livre de calçada, exclusiva para o trânsito do pedestre, deve ter no mínimo 1,2 m, não pode estar obstruída por lixeiras, postes, telefones ou outros obstáculos.”

Ainda conforme o engenheiro, a terceira faixa, de acesso à propriedade, pode ou não existir, dependendo da largura da calçada. “Essa faixa em estabelecimentos comerciais permite a instalação de toldos e mesas de bar a clientes”, esclareceu. O profissional também sugeriu que, para assegurar que o pedestre não sofra risco de escorregões e queda, outro fator importante a ser observado é a escolha de pisos não escorregadios. Nesse sentido, pavimentos como o ladrilho hidráulico, o intertravado, as placas de concreto e o concreto moldado in loco, garantem a qualidade e o atendimento às normas para construção e reformas de calçadas.

Atenção para o projeto

- As tampas de rede de água, esgoto e telefonia devem ficar livres para visita e manutenção.

- Não se deve construir rampas para veículos na faixa livre da calçada, porque atrapalham a circulação dos pedestres, principalmente aqueles com dificuldade de locomoção.

- A calçada deve apresentar inclinação de 2% a 3% no sentido transversal, em direção ao meio-fio e à sarjeta, para escoamento de águas pluviais.

Cuidados na execução da calçada

- Após remoção de tocos e raízes, o terreno deve ser nivelado e compactado.

- A calçada deve ser construída a partir do meio-fio (guia) e sua altura deve respeitar os padrões da prefeitura da cidade.

- A superfície da calçada precisa ser regular, sem existência de degraus, e antiderrapante em qualquer condição climática.

Fonte: Folha do Condomínio

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