28 de fevereiro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

A inovação elétrica nos condomínios: saem os “benjamins”, entra o aumento de carga do sistema

Até um ano atrás, os Edifícios Málaga e Maiorca, no Campo Belo, em São Paulo, sofriam com variações e quedas de energia. A síndica Aurora Rahal chamou um especialista, que identificou sobrecarga, inclusive com risco de incêndio. O sistema elétrico do empreendimento de 30 anos, com 60 apartamentos, não dava mais conta de atender à demanda dos moradores. Foi feito, então, um pedido de aumento de carga junto à AES Eletropaulo para que o empreendimento recebesse mais energia, além da reforma necessária no sistema elétrico, para suportar o incremento.

O processo consumiu R$ 120 mil, entre mão de obra e materiais. “Reformamos dois centros de medição e trocamos todas as prumadas elétricas até chegar aos apartamentos. Ficou perfeito e os problemas acabaram. Agora os moradores podem ligar ar-condicionado e aparelhos diversos sem riscos”, afirma a síndica.

A sobrecarga tem sido frequente em condomínios. Com a ampliação do uso dos aparelhos eletrônicos, os sistemas tornaram-se defasados. Além disso, falta atenção às instalações, pois fios e cabos possuem vida útil e precisam ser trocados com o passar do tempo. Segundo o engenheiro elétrico Valdir Gadioli, “existe negligência” e muitos condomínios não “estão conscientes para a necessidade de avaliar as instalações e eventualmente pedir aumento de carga”. Também prédios novos sofrem com o problema, aponta Valdir, lembrando que muitos são entregues com potência limitada, sem muita margem para aumento do consumo.

Os primeiros sinais de problema na rede elétrica, segundo o engenheiro Edson Martinho, diretor executivo da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), são a famosa piscada na lâmpada quando se liga um chuveiro, um ferro de passar etc. Outros indicadores são o cheiro de fio queimado ou tomadas com indícios de aquecimento (escurecidas), que podem aparecer na sobrecarga causada, por exemplo, pelo uso de derivadores (“benjamins”). “Isso significa que a rede está saturada e ultrapassou seu limite, que o conjunto de fios foi estressado e a troca deve ser imediata”, orienta Edson. De forma geral, se o sistema estiver devidamente protegido, ele se desliga quando há carga excessiva. No entanto, de acordo com Valdir Gadioli, muitas unidades adulteram as proteções para a passagem de maior corrente elétrica.

Fonte: Direcional Condomínios

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