3 de outubro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

A economia do “faça você mesmo”

Instalações, reparos e pequenas reformas podem ser feitas com baixo custo, melhorando os ambientes do imóvel. Mas, para evitar riscos, é preciso saber fazer a coisa certa.

O publicitário Leonardo Favrin fez sozinho a pintura do imóvel

Com uma dose de disposição e tendo às mãos ferramentas básicas é possível fazer pequenas reformas e intervenções em casa sem a supervisão de um profissional. Instalar o chuveiro, fixar o varão da cortina e trocar a torneira são tarefas simples que, geralmente, não envolvem altos custos.

Gastando cerca de R$ 200 é possível comprar materiais como furadeira, chave de fenda, chave phillips, alicate, martelo, fita isolante e veda rosca, montando uma pequena oficina para as emergências.

O publicitário Leonardo Favrin costuma resolver sozinho pequenos problemas elétricos e hidráulicos. Quando achou que a parede precisava de uma pintura, decidiu que faria tudo ele mesmo. “Você tem de lixar, pintar, tem de descobrir qual a tinta certa e quantas mãos são necessárias. O básico todo mundo sabe, por mais que nunca tenha pintado uma parede: passa massa corrida, lixa, pinta. Saber a gente sabe, mas tem aqueles que se atrevem a fazer sozinhos”, aponta.

Perigo

O que deixa a maioria das pessoas longe das mudanças sem a presença de um profissional é o risco envolvido nessas tarefas.

Se o morador não lembrar que, antes de trocar o chuveiro, deve desligar o disjuntor de luz, ou que as lâmpadas só podem ser trocadas com o interruptor desligado, a pessoa corre o risco de levar um choque.

Outro detalhe que afasta o morador das obras é o custo que vem com o desconhecimento. Compras não planejada de materiais e uso de produtos de baixa qualidade acabam gerando frustração e desencorajando novas empreitadas.

Cuidados

Atenção redobrada evita “danos colaterais” no encanamento

Um simples parafuso no lugar errado pode furar um cano, gerando transtornos e tornando obrigatória a contratação de um profissional para resolver o problema.

Se não tiver a as plantas hidráulicas e elétricas da residência, vale a observação. “Para ter uma ideia de onde está vindo a fiação, o morador deve verificar se há interruptores na parede. Retirando o espelho basta olhar para onde o cano está seguindo. Assim é possível ver os locais da parede estão livres”, explica o técnico em segurança do trabalho Jefferson Cioffi. Nos banheiros, a atenção deve ser a mesma em relação aos canos.

Dicas

Para não errar a mão na hora da pintura

Antes de receber qualquer tinta, a parede precisa estar nas condições ideais. É importante que a superfície esteja homogênea, lisa, sem buracos ou espaços descascando.“Primeiro é preciso passar a massa corrida e deixar secar. Depois de umas duas horas a massa estará seca e poderá receber a lixa. Lixe até que a parede fique homogênea. Se a parede estiver descascando, antes de usar a massa, passe a espátula e tire todo o descascado. Se ficar um degrau entre a parede e a tinta, passe massa corrida. Espere secar e lixe até ficar no mesmo nível”, orienta o técnico em segurança do trabalho e instalador hidráulico e elétrico Jefferson Cioffi.

Para saber quantas demãos serão necessárias, a orientação é verificar as medidas recomendadas atrás da lata de tinta. Depois de calcular quantos metros quadrados serão pintados (multiplicação da largura pela altura), desconte as janelas e portas. “Com o tamanho do espaço para pintar a lata já diz quantas demãos serão necessárias. Mas normalmente, em paredes brancas, duas a três já resolvem”, afirma Cioffi. Algumas marcas de tintas possuem nos seus sites calculadoras de tintas que dão exatamente a quantia necessária e ainda sugerem qual o melhor tamanho de lata para comprar.

Detalhes são importantes para obter um bom resultado. Antes de pintar, cole tiras de fita crepe nos cantos para evitar que a tinta suje a parede lateral ou o teto. Depois que a tinta estiver seca, retire a fita. Outra sugestão é utilizar pinceis com cerdas menores na hora de dar o acabamento.

Proteção

Para evitar qualquer problema dermatológico, o pintor pode se proteger com luvas, óculos e máscaras de proteção. Retirar o produto do corpo nem sempre é fácil. As tintas à base de água saem com uma lavada reforçada, enquanto as a base de óleo precisam de solventes. Por se tratar de um produto inflamável, o solvente deve ser armazenado longe de faíscas e descargas elétricas.


Passo a passo

Aprenda a fazer pequenas mudanças em até sete passos

Até 2 passos:

Coloque trilho ou varão de cortina

1: Trilhos são postos direto ao teto, mas o varão fica na parede. Meça o tamanho da cortina e marque a altura exata.

2: Faça os furos com a furadeira comum. Posicione as buchas nos furos e fixe o trilho ou varão com parafusos através de chave de fenda ou phillips.

Atenção: Serão necessários furadeira, parafusos, chave de fenda ou Phillips. Cuidado com a altura. Utilize escadas para maior segurança.

* * * * *

Até 3 passos:

Troque as tomadas e interruptores

1: Desligue o disjuntor. A tomada possui dois fios (fase e neutro). Eles não podem encostar com a luz ligada.

2: Conecte os fios com a tomada ou interruptores com um alicate.

3: Aparafuse o espelho com uma chave de fenda ou philips.

Atenção: Serão necessários alicate e chave de fenda. Não se esqueça de desligar o disjuntor para evitar choques. Cuidado com a altura. Utilize escadas para maior segurança.

Troque a lâmpada

1: Desligue o disjuntor de luz.

2: Desrosqueie a lâmpada pela base. Cuidado ao encostar no bulbo (vidro), pois poderá quebrá-lo.

3: Coloque a nova lâmpada da mesma forma.

Atenção: Nenhum instrumento é necessário. Se souber que o interruptor da luz está desligado, a ocorrência de choque é minimizada. Ainda assim, é melhor desligar o disjuntor de luz da residência para evitar surpresas.

* * * * *

Até 4 passos:

Troque as fechaduras

1: Retire o pino que segura os trincos da fechadura.

2: Puxe os trincos.

3: Desparafuse os parafusos principais (do espelho e da parte interna) e retire a parte interna da fechadura.

4: Coloque a parte interna da nova fechadura, aparafuse e prenda os novos espelhos. Por último, reponha os trincos e o pino.

Atenção: Serão necessários chave de fenda ou philips. Lembre-se de trocar as fechaduras por modelos semelhantes ou menores. Se for maior, a fechadura pode não se encaixar perfeitamente no espaço e uma reforma na porta pode danificá-la.

Coloque quadros, prateleiras, enfeites ou varal de parede

1: Confirme na planta hidráulica e elétrica da residência por onde passam os canos. Para prateleiras, utilize parafusos com buchas e uma furadeira. Para quadros e peças mais leves, martelos e pregos dão conta.

2: Meça o local onde será feito o furo para saber se está paralelo ao chão ou a algum móvel.

3: Após feito o furo, coloque a bucha e fixe o parafuso. Aperte com uma chave de fenda ou phillips.

4: Posicione o quadro, prateleira ou enfeite sobre o parafuso. Dependendo do tamanho do objeto, podem ser necessários mais de um prego ou parafuso.

Atenção: Serão necessários furadeira, parafusos, buchas ou martelo e pregos. Dependendo do tamanho do prego, a perfuração pode atingir os canos hidráulicos ou elétricos e causar estragos na residência. Verifique se a parede contém os encanamentos através da planta do imóvel ou veja através dos interruptores para onde o cano se encaminha (para cima, para baixo, para os lados).

Até cinco passos:

Troque o lustre:

1: Desligue o disjuntor de luz.

2: Do buraco no teto de onde saem os dois fios, há um espaço para fixar o lustre comum.

3: Coloque o lustre na posição.

4: Faça a ligação dos fios com um alicate e passe a fita isolante na ligação.

5: Parafuse o lustre com dois parafusos com uma chave de fenda ou philips. Normalmente os parafusos e as buchas já estão incluídas no pacote do lustre.

Atenção: Serão necessários chave de fenda ou philips, fita isolante e alicate. Se souber que o interruptor da luz está desligado, a ocorrência de choque é minimizada. Ainda assim, é melhor desligar o disjuntor de luz da residência para evitar surpresas.

Até sete passos:

Troque a torneira

1: Feche o registro.

2: Confira se o fluxo de água cessou abrindo a torneira. Deixe escorrer para esgotar a água do cano.

3: Desrosqueie e retire a torneira.

4: Encape a base da outra torneira com a fita veda rosca.

5: Dê 10 a 15 voltas sempre no sentido da rosca, caso contrário um filete da fita pode se soltar e a vedação ficará comprometida.

6: Rosqueie a nova peça na pia.

7: Abra o registro e confirme o fluxo de água. Caso a água venha direto da rua, o esvaziamento da água do cano dá espaço para o ar e quando o registro é religado, a torneira pode “tossir” por um tempo até obter um fluxo normal.

Atenção: Nenhum instrumento é necessário, apenas o trabalho manual. Não se esqueça de fechar o registro. Caso contrário, quando retirar a torneira, a água escapará.

Troque o chuveiro

1: Desligue o disjuntor.

2: Depois de confirmar que o disjuntor foi desligado, solte os fios do chuveiro com os da parede. Atualmente utiliza-se o conector de porcelana ao invés da fita isolante, que prolonga a vida útil do produto e custa até R$ 3.

3: Desrosqueie o chuveiro da base.

4: Encape a base do outro chuveiro com a fita veda rosca. Dê 10 a 15 voltas no mesmo sentido da rosca.

5: Rosqueie o novo chuveiro no cano e conecte os fios. Normalmente são três, sendo o terceiro o fio terra (verde). A conexão se dá pelo conector de porcelana.

6: Depois de conectado, abra a torneira e deixe escorrer um pouco de água (modo inverno).

7: Feche a torneira e somente então ligue o disjuntor.

Atenção: Se os fios do chuveiro estiverem conectados com os da residência através de um plug ou conector de porcelana, será preciso uma chave de fenda para soltá-los. Se não souber qual é o disjuntor do chuveiro, desligue todos ou a chave geral da residência por segurança. Caso contrário poderá receber um choque.

Fonte: Gazeta do Povo

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