5 de junho de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

A definição do custo do condomínio

Foto: Ilustração

Despesas de gestão do edifício representam 5%

Apesar de muitos acharem que a ampla área de lazer, com piscina e churrasqueira, ou a localização do prédio em um bairro nobre são determinantes para o valor da cota mensal do condomínio, uma administradora de condomínios informou que o número de funcionários e de apartamentos é o que define o custo para o morador.

Isto porque, na avaliação da Lello, uma das maiores administradoras de São Paulo, de 50% a 55% das despesas de um condomínio residencial são relativas aos gastos com pagamento da folha de funcionários, incluindo salários, encargos e horas-extras. Além disso, na maioria dos prédios o valor global das despesas é dividido pelo total de apartamentos.

Assim, um prédio com despesa mensal de R$ 40 mil e apenas 32 apartamentos terá cota mensal de R$ 1.250 por condômino. Se o valor da despesa for o mesmo, mas o condomínio possuir 64 apartamentos o valor da cota será a metade, ou seja, R$ 625 mensais, explicou a empresa.

Além da folha de funcionários, as despesas com o consumo de água respondem por 15% a 20% do condomínio pago pelos moradores, seguidas pelos gastos com energia elétrica, que representam 10%, aproximadamente, assim como as despesas com contratos de manutenção de elevadores, bombas, pára-raios e portões. Conforme a administradora, as despesas de gestão do condomínio representam cerca de 5%.

Do total arrecadado pelos condomínios com o pagamento de cotas mensais pelos condôminos, geralmente 90% são destinados ao pagamento das chamadas despesas ordinárias, isto é, recursos que são utilizados para o pagamento das despesas relativas ao funcionamento do prédio no dia-a-dia.

Já os demais 10% correspondem às despesas extraordinárias, aquelas correspondentes às obras de reforma e benfeitorias etc, e que compõe o Fundo de Reserva.

Economia

Para Angélica Arbex, gerente de Relacionamento da empresa, revisar as despesas do condomínio, buscando eventuais “gorduras” no orçamento, é essencial para reduzir o valor pago mensalmente pelos moradores. Mas ela alertou que “a economia a qualquer preço pode fazer com que o barato, depois, saia caro”.

A gerente afirmou que a segurança dos condôminos e a qualidade e garantia dos serviços prestados pelos fornecedores, como empresas de manutenção e conservação, por exemplo, não podem ser comprometidas pelos cortes no orçamento.

“Uma reforma barata, porém mal feita, pode gerar problemas estruturais e, consequentemente, novos gastos ao condomínio”, disse a funcionária da administradora.

Segundo Angélica, o primeiro item a ser revisado é a folha de pagamento do condomínio. Um dos vilões são as horas extras realizadas pelos funcionários, e muitas vezes a contratação de folguistas ajuda a resolver o problema.

Outra medida essencial é o síndico realizar campanhas de uso racional de água nos apartamentos, instalar sensores de presença e estipular regras para o uso de energia elétrica nas áreas comuns. “Conhecendo o perfil econômico dos moradores e as necessidades do condomínio, sempre é possível economizar”, concluiu a gerente.

Fonte: Folha do Condomínio

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