6 de março de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

A boa comunicação nas portarias

Facilidade de relacionamento, proatividade e comprometimento também são qualidades desejadas

“Cartão de visitas” dos condomínios, os porteiros precisam saber lidar com moradores e visitantes. Com a presença cada vez maior da tecnologia nos sistemas de segurança e automação, eles também precisam saber operar câmeras, alarmes, painéis de iluminação, entre outros aparatos. Para lidar com tudo isso, sempre mantendo um bom relacionamento com todos, a capacitação constante é fundamental.

Raquel Vaz, professora da Universidade Livre do Mercado Imobiliário e Condominial (Unihab), destaca que de cada cinco porteiros que perdem o emprego, três são devido a problemas de comportamento. “Os profissionais de hoje precisam ser comunicativos, ter bom relacionamento, ser proativos e ter comprometimento. Todas são qualidades que valorizam muito os porteiros”, destaca.

Segundo ela, saber operar todos os sistemas é importante, mas saber se comunicar, como falar e como se posicionar também são fundamentais. Raquel esteve em Londrina recentemente para ministrar o curso “Postura, Relacionamento e Comunicação para Porteiros”, dentro do Programa Excelência da Qualidade e Gestão Condominial, do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi/PR).

“O porteiro está em uma função fundamental, operacional e lida com diversas pessoas. Ele precisa saber como abordar os moradores, como se posicionar e durante o curso eles falam sobre a falta de respeito de algumas pessoas”, conta a especialista.

Nessas ocasiões, Raquel destaca que é preciso saber se colocar e não entrar em conflito, mesmo quando é ouvida a famosa frase “sou eu quem pago o seu salário”, usada geralmente por pessoas que querer burlar regras do condomínio e que acabam sendo advertidas pelo porteiro.

“No condomínio deveres e obrigações devem ser claros. Dentro do prédio existe um instituto, os próprios moradores sabem ou não o que podem fazer e o porteiro precisa saber também o que é permitido ou não. Ao invés de ficar brigando com o morador, ele deve apenas dizer que aquilo está na ata do condomínio. Ele pode, por exemplo, dizer que sabe que é o morador quem paga seu salário, mas que ele está ali para cumprir as regras”, diz.

Raquel recomenda que acima de tudo o funcionário não perca o controle, mantenha a postura e depois relate ao síndico o que está acontecendo.

Para exercer bem suas funções, é fundamental a capacitação constante, que deve tanto ser oferecida pelo condomínio como deve ser também uma preocupação do funcionário. “O síndico precisa perceber como estão seus funcionários. Na verdade qualquer morador pode sugerir cursos de capacitação. Se ele fica sabendo de algo, pode sugerir ao síndico”, afirma.

Mesmo nos casos de funcionários mais antigos, às vezes resistentes à mudanças, é importante haver uma reciclagem. “Os funcionários antigos devem ser valorizados por todos os anos de dedicação, mas é fundamental que eles se preparem e percebam que para continuarem no mercado precisam se adaptar às mudanças e se qualificarem. A resistência à mudança faz parte, por isso que o síndico deve fazer reuniões e contar com a ajuda de profissionais”, destaca.

Fonte: Folha de Londrina
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