22 de outubro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

“Acessórios” dobram o preço do seguro imobiliário

As coberturas variam conforme o imóvel e cabe ao assegurado determinar o limite máximo de indenização. Proprietário deve ficar atento para não contratar um seguro que esteja abaixo do que precisa ou além do necessário.

Henry Milléo/ Gazeta do Povo / O adminis-trador Valdomiro Persch resolveu fazer o seguro após ter um imóvel em Morretes afetado pelas enchentes de 2011

O administrador Valdomiro Persch resolveu fazer o seguro após ter um imóvel em Morretes afetado pelas enchentes de 2011

 

A escolha adequada da cobertura na hora de contratar um seguro imobiliário faz muita diferença para o seu bolso. Os chamados itens acessórios, que incluem a prestação de serviços ou coberturas que não atendem às necessidades do contratante, ajudam a inflar em até 110% o valor do prêmio e atuam como um “ralo” para o seu dinheiro.

Esses itens garantem uma cobertura 24 horas de serviços como chaveiro, eletricista, limpeza de calhas e caixa d´água, assistência técnica em informática e até “benefício pet” [assistência veterinária] e podem custar até R$ 1,6 mil a mais sobre um contrato de R$ 1,4 mil de uma cobertura residencial padrão.

Para não contratar um seguro ineficiente ou com coberturas além do necessário, o proprietário deve estar atento às suas necessidades e ao itens oferecidos no contrato.“Quando as pessoas contratam o seguro, elas acham que o contrato cobre tudo. Não é assim, tem que ver o que está escrito na apólice, que é o que manda. Antes de contratar, a pessoa tem de pedir para ler, ver o que está assegurado e tirar dúvidas para não contratar uma cobertura menor que a prevista”, alerta a advogada Ilcemara Farias.

O corretor de seguros Antônio Odenir Ferraz lembra que algumas empresas não cobrem alguns aparelhos eletrônicos, como notebook, celulares e tablets e, no caso de roubo, joias e valores também ficam de fora.

O proprietário também deve estar atento à legislação. Condomínios verticais, por exemplo, são obrigados por lei a terem asseguradas as áreas comuns, enquanto nos imóveis. Já a coberura das áreas privativas dependem da vontade do proprietário.

Visando maior segurança, o administrador Valdomiro Abraão Persch e seu pai, Valdomiro Persch, asseguraram tanto o imóvel residencial quanto o escritório em que trabalham. Abraão Persch conta que a família sentiu necessidade em fazer o seguro quando um imóvel que possuem em Morretes sofreu com as enchentes em 2011. “Achamos importante colocar um seguro nos imóveis principalmente no escritório por conta dos materiais eletrônicos”, conta.

Localização

Os valores dos seguros de imóveis variam conforme o tipo de imóvel, o financiamento adotado e até mesmo a localização. “Em Curitiba não varia tanto entre bairros, isto é mais em cidades maiores, como São Paulo que possuem regiões mais visadas a roubos”, explica o gerente de produtos de ramos elementares da Porto Seguro Seguros, Jarbas Medeiros.

Estatística

Peso da cobertura varia conforme sinistralidade

Cada cobertura possui um peso que influencia o valor pago pelo assegurado. Este valor, segundo o diretor de Massificados do Grupo BB e MAPFRE, Maurício Galian, varia conforme a probabilidade de incidência do sinistro em determinado imóvel. Desta forma, cidades no Sul do país, por exemplo, recebem uma preocupação maior com relação aos vendavais do que cidades da Região Norte. “Enquanto o peso da cobertura de vendaval seria, digamos, 1% no Sul do país, no Norte o percentual diminui para 0,1%”, explica.

O Limite Máximo de Indenização (LMI) é quanto o comprador receberia em caso de sinistro para reconstruir o imóvel em caso de incêndio, por exemplo, ou repor os bens perdidos no imóvel em caso de roubo. Quem define este valor é o assegurado com o auxílio do corretor de seguros.

De acordo com o corretor Antônio Odenir Ferraz, o preço médio do metro quadrado para reposição em uma residência de Curitiba é de R$ 1,1 mil. “Mas tudo vai do acabamento. Se o imóvel tem tudo em mármore, é atribuído um valor maior e como a taxa de incêndio é baixa, para cada R$ 100 mil, você paga R$ 30 por ano para esta cobertura”, explica. O valor do LMI está, normalmente, em uma margem de 30% acima do valor do imóvel. “Se o apartamento vale R$ 150 mil e o comprador quer colocar um limite máximo de R$ 500 mil, está jogando dinheiro fora, porque vai ser reposto de acordo com o valor que teria para reconstruir”, analisa. (AM)

Fonte: Gazeta do Povo

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